Meu menino,

Às vezes existir dói. Você já pensou um pouco sobre isso?

Falo sobre aqueles dias em que a respiração é dolorida. Que você não sabe direito a que lugar pertence porque nenhum lugar, por mais familiar que seja, lhe parece acolhedor. A sutileza dos detalhes não está às vistas, os olhos são cegos e transbordam dor. Na boca, um sabor amargo que não se dissolve na saliva. Pesos sobre os ombros.

Hoje o meu dia foi assim. Machucou, fez sangrar.

Sentei-me para escrever-te porque foi a única forma que encontrei de colocar para fora de mim os incômodos de um dia de obstáculos maiores do que as forças que dispus para ultrapassá-los.

Lágrimas caem sobre o papel que te escrevo e deformam as letras dos meus dizeres.

Queria tanto que você estivesse aqui, meu menino. As lágrimas secam mais rápido quando estou dentro do teu abraço.

Saudades,

Tua menina.

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