‘Carta a D – História de um amor’, de André Gorz

Me julguem como quiserem, mas tenho que dizer que acho que todas as histórias de amor são iguais. Não sou amarga ou frígida, longe disso, mas é assim que vejo.

No entanto, todos os protagonistas de histórias de amor acham as suas próprias histórias magicamente singulares. Há na própria vivência amorosa um quê de insuspeição, de divino, de encantamento superior a todas as demais histórias.

Acredito ter sido esse tipo de pensamento que levou André Gorz a escrever ‘Carta a D – História de um amor’. Gorz não é romancista. Sua produção literária se restringe a obras sobre política e sociologia.

‘Carta a D’ é uma homenagem à esposa Dorinne, com quem Gorz conviveu por quase 60 anos. No livro ele conta toda a história do casal desde o dia em que se conheceram até  o momento em que os dois descobriram que ela era vítima de uma doença degenerativa. Um posfácio conta ao leitor que os dois suicidaram-se juntos como prova de amor, cuidado, união e dedicação.

Bonitinho, docinho e clichê, ‘Carta a D’ a mim soou quase como poesia em prosa forçada. Menos de 80 páginas regadas a doses cavalares de mel que não me tocaram ou comoveram.

Eis o primeiro livro da minha lista de ‘perdi tempo de ler outra coisa’ de 2012.

 

 

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